20. 09. 2010
Ontem foi o aniversário do meu pai e eu não sabia que presente dar-lhe. Mal sabia eu que o melhor que eu podia lhe dar viria no dia seguinte. Sim, você não está entendendo nada. Vou explicar, pelo menos tentar. Acontece que um mês antes eu havia feito uma prova para ir para outro estado. Não vou dizer que jamais imaginei passar, porque, meu deus, você não sabe o quanto acreditei e pedi para passar. Eu sabia que no fim tudo daria certo e deu. Adivinhe ? Eu passei. Foi tudo muito estranho e eu soube hoje. Minha amiga, que também fez a prova me ligou perguntando qual era o meu código (todos que fazem a prova tem um código de identificação próprio) e eu fiquei totalmente sem saber o que dizer porque eu cogitava a idéia de que seria hoje o resultado, porque no site dizia, mas eu pensei que iria atrasar como sempre. Eu havia esquecido o código e mesmo que eu soubesse, não diria a ela. Não queria que as coisas se revelassem daquela forma tão confusa e sem um preparamento psicológico (Sim, talvez eu seja neurótica). Minha mãe estava próxima e ouviu toda a conversa, me ouviu gritar com a pobre garota implorando para que ela não me dissesse o resultado, mesmo que eu nem tenha lhe dado o código. (Sim, eu realmente sou neurótica)Ela, como o doce que é, disse de forma muito afetuosa ‘’Páre com isso saiba logo o resultado’’. Desliguei o telefone e peguei uma caneta que estava próxima ao telefone e comecei a pressionar o botãozinho que faz a caneta funcionar ( ou seja lá qual for o nome daquilo) fazendo um barulho irritante. Eu não conseguia ficar quieta e parecia uma garotinha hiperativa. Alguns minutos depois me vi sentada em frente ao computador, com o olhar fixo num link que anunciava ‘’ Resultado da primeira etapa admissiva 2010’’. Ele piscava e brilhava com a sua setinha me persuadindo á aperta-lo. Era irresistível e eu sabia que não dormiria sem antes apertar naquilo e apertei. Era em ordem alfabética dos estados. O meu estava no fim e eu não saberia se a minha mão daria trégua de tanto tremer para que eu pudesse rolar o dedo no mouse. Eu me lembrava remotamente que meu número tinha uns 0 e 10 e eu não sabia onde havia enfiado o meu papel de inscrição que continha o meu código. Passando os meus olhos sobre a tela, enxerguei os cinco números que me fariam, em seguida, cair em prantos, de emoção, é claro. (...)
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