Desde pequena, sempre fui fascinada por diários. Em todo começo de ano, prometia a mim mesma começar a escrever em um. O resultado é que quando eu chegava no 5º dia, eu o esquecia e não escrevia mais. Eu era muito rígida quanto a sequência e exigia que todos os dias fossem relatados lá. Nunca fui muito paciênte.
Estou lendo ''O Diário de Anne Frank''. Estou com preguiça de descrever a sinopse, então, google é o que há ! O fato é que o livro, que é contado em forma de diário, é muito emocionante, e triste também, confesso. Mas me despertou para escrever minha rotina, e me fez relaxar na questão regularidade. Talvez, eu consiga, em algumas postagens, descrever algumas coisas da minha rotina aqui no blog. Mas como sou muito dispersa com tudo, é apenas uma cogitação. Quando eu sentir vontade e o dia em questão houver sido produtivo, então me comprometo em relatá-los. Sobre o livro,eu definitivamente recomendo. é uma ótima leitura. Amanhã eu escrevo mais. Vou tentar terminar de lê-lo ainda hoje e traduzir uma biografia por contra própria.
xx
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Antes de tudo é preciso que você saiba que eu não faço poesia. Esse (depois de alguns na infância) é o priemiro que faço e nem sei bem porque o fiz. Eu não gosto dele. Achei meio infantil e parecido com as poesias que os alunos da minha mãe fazem. (ela leciona para crianças.)Espero que isso não seja mútuo de sua parte.
Multidão
O céu era de um azul claro e fluorescente
Que oscilava entre a luz e a escuridão
A tempestade que há pouco chegara, já fazia sua lição
Só a menina de olhos claros e laço dourado
Podia ver o espetáculo, pés fincados no chão.
Todos ao seu redor
Mergulhados no mesmo espaço, só ela em outra dimensão.
O vento a tocava, levando seu aroma por entre a multidão
Ainda assim eles se mantinham estáticos
Nenhum movimento,
Nem a mais frágil reação.
A menina não se importava.
Só queria mais raios chuva e flores
Ou ir para um lugar onde não houvesse dores
Apenas luz, cheiros e cores.
Mas no fundo ela tinha medo
Medo de que o sonho fosse pesadelo e que no fim ela acordasse a multidão
E que parasse de tocar, o seu coração.
Multidão
O céu era de um azul claro e fluorescente
Que oscilava entre a luz e a escuridão
A tempestade que há pouco chegara, já fazia sua lição
Só a menina de olhos claros e laço dourado
Podia ver o espetáculo, pés fincados no chão.
Todos ao seu redor
Mergulhados no mesmo espaço, só ela em outra dimensão.
O vento a tocava, levando seu aroma por entre a multidão
Ainda assim eles se mantinham estáticos
Nenhum movimento,
Nem a mais frágil reação.
A menina não se importava.
Só queria mais raios chuva e flores
Ou ir para um lugar onde não houvesse dores
Apenas luz, cheiros e cores.
Mas no fundo ela tinha medo
Medo de que o sonho fosse pesadelo e que no fim ela acordasse a multidão
E que parasse de tocar, o seu coração.
Capítulo XV - 67
(...)Como eu já tinha me aproximado de todos da sala, já sabia quase tudo sobre eles. Eu quase os conhecia e também quase sabia lidar com eles. Tá, é estranho, mas é que eu tenho sérios problemas com socialização e contato com as pessoas, e problemas sérios do tipo de a pessoa com quem eu esteja interagindo ache que eu sou alguma retardada. É típico quando queremos passar uma boa impressão, que tudo ao contrário aconteça. Os micos, que no meu caso tinham 98% de chance de ocorrer - isso diariamente, sem ocasião especial - subiam para 100% nas probabilidades. No meu caso, eu sempre queria passar a impressão de alguém que não era eu, o que dificultava ainda mais a minha situação, porque em geral, eu não estava num dia em que havia incorporado o meu lado atriz e sedutor, e então a pessoa do dia em questão, era eu mesma. A Cristin sem sal e quietinha de sempre. Por sorte, no meio de todo o estresse que eu estava passando em relação a amizades, Meggan, destacando seu lado solícita, perguntou se eu queria fazer o trabalho de inglês com ela. Meggan era encantadora e eu precisava de uma amiga encantadora. Marcamos na casa dela e lá decidiríamos sobre que celebridade iríamos falar. Ah, eu preciso falar sobre a casa de Meggan. É lindíssima e super bem- decorada. Tem mais de um andar e é super bem-decorada. Tem uma piscina e é super bem-decorada. Ela tem uma cadela muito estranha. Antes de eu conhecê-la, um amigo em comum meu e de Meggan, me dissera que ela parecia um excremento derretendo - do modo mais educado - mas imagine um sorvete de chocolate derretido com dois olhos levemente mais claros que o sabor. Para total infelicidade do animal, ela era cega e nunca me reconhecia quando eu ia à casa de Meggan, então tinha de ficar me cheirando e o nariz dela era muito mais úmido e molhado do que o de um cachorro normal. Com tudo isso, Meggan não parecia ter o menor repúdio á sua amada cadela sofrida, o que fazia com que eu a admirasse mais ainda.(...)
sábado, 28 de agosto de 2010
Ela via as pessoas ao seu redor preocuparem-sem com alguém em especial. Ela via a pessoa especial receber mais de uma carta quando a professora pediu que todos mandassem uma para alguém que gostasse. E então ela esperou. Um por um, e seu nome nunca foi dito. Sequer uma vez. Ela não recebeu nenhuma carta. Ela só recebeu uma de duas pessoas porque elas viram que ela não havia recebido nenhuma. Ela era forte, mas naquele momento ela queria ir ao banheiro e chorar incessantemente, mas ela não podia porque seus olhos já mostravam o mais puro ressentimento. Sua voz embargada não a permitira evocar o mais simples pedido. Como ela era forte e já estava habituada com as censuras emocionais, ela fez muito bem o seu trabalho. Recebeu sua carta sorrindo, mas com indiferença. Ela não queria, mas era preciso. Ela se preocupava com alguém especial. Uma amiga especial, mas naquele momento ela já não sabia se ela era tão especial. Não sabia se receberia sequer uma carta dela. Agora ela tinha certeza. Ela não receberia. Não. E então ela se pôs a esquecê-la. Não foi fácil. Não é fácil, mas a cada dia uma parte da sua amiga especial se vai e ela se sente cada vez mais vazia. Mas não é pela ausência dos fragmentos da outra, porque ela se tornara inútil para ela. Agora, ela sentia falta do que lhe fizessem bem, do que a fizesse se preocupar. Queria se preocupar em fazer alguém feliz , e não se preocupar para que não a fizessem sofrer.
Ela ainda está em busca.
Ela ainda está em busca.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Obras
Sim, estamos em obra aqui em casa. Nem preciso dizer o quão desagradável é ainda mais com aquela bagunça, sujeira e tudo mais típico da mudança de qualquer coisa. Tudo está invertido. A cozinha está vazia, o móveis foram para a varanda por causa da cerâmica nova que vão colocar, o computador está na sala, o que me deixa pouquíssimo a vontade para escrever, pois o vai-e-vem de gente te desconcentra. Você está a procura da palavra certa para aquela frase e de repente alguém vem e diz: ''você viu o outro lado do meu tênis por aí?''. O pior de tudo é que o meu quarto virou a cozinha. Não exatamente pra cozinhar - porque nós vamos comer fora a partir de agora, é a única vantagem disso tudo, aliás. - mas é que todas as parafernalhas, panelas, pratos e etc, estão todos amontoados sobre a minha cama (sem o colchão, é claro). Meus livros, cadernos, e etc foram todos para o que eu nomeio de porão porque é chique e soa americano, mas na verdade é só um quartinho nos fundos onde nós guardamos as coisas que não cabem ou não são 'dignas' de ficarem nos cômodos da casa. Provavelmente não vou escrever com tanta frequência no blog e você pode deduzir que é pela minha falta de concentração ou pela fadiga de alguma crise de espirros provavelmente causada pelo pó que dominará a casa inteira. Mas enfim, é tudo por uma boa causa : uma casa linda e aconchegante. (: HAHA.
domingo, 15 de agosto de 2010
METRÔ
Quarta-feira, hora melancólica das 5:30, quando chove. Choveu úmido e frio na tarde antes sufocante de novembro. Ela caminhava na direção do metrô, os sapatos molhados. Pelo menos o metrô lhe parecia um progresso no meio dos tempos decadentes. Dava-lhe a sensação de estar em outro país. A decadência a assustava. Suas meias vermelhas e a bainha de sua saia quadriculada de estudante já estavam salpicadas pela lama quando ela estava na sua caminhada para o metrô e pelo ir-e-vir das pessoas apressadas que passavam por ela. O grande relógio da estação marcava 7:00 e sua mãe a queria em casa ás 6:00 h. Parecendo estar mais apressada do que as pessoas que a sujaram, desceu a escada rapidamente fazendo com que a sola de seus sapatos, que faziam contado com os degraus, reproduzisse um barulho seqüencial de batidinhas como saltos de madeira sobre o piso sólido. Parar para respirar, segurando o corrimão da escada, ela avistou uma multidão de gente impaciente. Aquilo a assustava mais ainda. Mais do que a decadência do lugar. Rostos assustadores e suados, homens com pastas seguras nas mãos. Subitamente ela temia até os bebês com seus gorros coloridos. Era a primeira vez que ela vira tanta gente junta e muito menos para adentrar em um simples metrô. Por um instante ela ficou parada, perplexa, tentando digerir aquele sentimento nunca antes sentido. Foi então que ela sentiu algo a tocando no ombro e alguém a avisando para prosseguir. A voz era macia e rouca ao mesmo tempo. Curiosa como era, virou-se e se deparou com um rapaz loiro e que a aludia ser de descendência alemã. Ele sorriu compreensiva e apreensivamente, mas ao mesmo tempo com doçura. Mesmo sendo um dia chuvoso e nublado, ela estranhamente viu algo iluminar aquele rapaz desconhecido enquanto ele sorria para ela. Ela estava prestes a dar o próximo passo para descer o degrau. De repente, outra voz. Essa era conhecida e, automaticamente, ela ignorou. Mesmo assim a voz continuava a se instalar nos ouvidos dela.
Ela acordou. Ainda eram 3:00 da manhã.
‘’Mônica, hoje eu a espero em casa ás 6:00. E seu pai não poderá ir buscá-la, portanto pegue o metrô e esteja aqui na hora combinada.’’
Mônica voltou a dormir.
*o trecho em itálico não é de minha autoria. Eu apenas continuei a história.
Ela acordou. Ainda eram 3:00 da manhã.
‘’Mônica, hoje eu a espero em casa ás 6:00. E seu pai não poderá ir buscá-la, portanto pegue o metrô e esteja aqui na hora combinada.’’
Mônica voltou a dormir.
*o trecho em itálico não é de minha autoria. Eu apenas continuei a história.
domingo, 8 de agosto de 2010
má amiga.
A preguiça é minha companheira assídua na hora de despertar. Eu a mando embora mas ela insiste em ficar e,mesmo que eu não queira ela vem e se aloja junto dos meus lençóis e minhas almofadas como uma visita desagradável e agradável ao mesmo tempo. Ela tem um cheiro incrível,um cheiro hipinotizante que ao invés de me despertar, desperta em mim fraqueza e faz com que minhas pálpebras se abram e fechem constantemente numa briga de instinto e responsabilidade.Ela sempre pede mais um minutinho e eu me rendo á ela.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
início II (reescrito)
(...)Nós nos conhecemos nas circunstâncias mais comuns em que se podem ocorrer num ambiente escolar. Faziam o mapa de sala e, acidentalmente fui posta ao lado dela. E digo acidentalmente porque nesse ano eu havia acabado de ingressar na escola e eu não tinha que ficar ditando predileção, então aceitei o lugar sem hesitar. Ela já estava no seu lugar quando eu cheguei. Serena, com os cabelos loiros na ponta onde se formavam cachos perfeitos e com uma raiz escura denunciando uma tintura não muito recente. Branca e um traço fortíssimo eram seus lábios carnudos, mas que eram harmônicos ao resto dos seus traços. Ela não olhava para mim, pra ninguém, aliás. Não parecia ter relutado em ficar lá e nem parecia ter alguma ‘amiguíssima’ naquela sala. O lugar vazio ao lado dela era convidativo e então eu me sentei. Eu já estava transtornada em ter saído da minha antiga escola e disse a mim mesma que não iria fazer o mínimo esforço para arranjar uma nova colega. Sentei-me sem cerimônia e ela levantou os olhos, soltou papel e caneta e foi então que ela olhou para mim, me deu um sorriso acolhedor e simpático e perguntou meu nome. De um modo estranho eu me senti iluminada e importante como eu não me sentia há dias. Eu me pus a sorrir também, consciente de que as minhas idéias não seriam postas em prática e, estranhamente, só depois me deparei com o seu olhar e descobri que após esse, o meu novo plano seria de que eu nunca deixaria que eles parassem de se dirigir a mim.
- Cristin e o seu? – Respondi quando ela quis saber meu nome.
- Hayley.- Sorriu novamente e eu devolvi com outro sorriso,torcendo para que ele houvesse sido tão acolhedor quanto o dela.Acho que foi uma tentativa infeliz.
- Cristin e o seu? – Respondi quando ela quis saber meu nome.
- Hayley.- Sorriu novamente e eu devolvi com outro sorriso,torcendo para que ele houvesse sido tão acolhedor quanto o dela.Acho que foi uma tentativa infeliz.
domingo, 1 de agosto de 2010
café e suco de laranja.
Hoje eu acordei mais convicta sobre o que quero daqui pra frente, o que espero há tanto. Mas não tive uma reação interna tão efusiva como deveria e nada sobre isso é em definitivo. Aliás, tudo é incerto para mim pois sou muito imprevisível e mais ainda vulnerável á mudanças.
Me levantei da cama com pouco entusiasmo,como de praxe.
Saímos para tomar café fora, raro.
á todo momento eu pensava nas escolhas que tenho de tomar. Qualquer gesto e eu começava a me lembrar de todos os clichês que as pessoas dizem em relação a fé, mudanças, e tudo que levam em consideração quando se quer atingir algo e que eu nunca havia levado em consideração porque eu nunca tive de lidar com escolhas tão decisivas como a qual eu lido agora. Quando a garçonete me perguntou o que eu queria para tomar, eu fiquei alguns segundos pensando nas qualidades do café de sempre e nos benefícios que o suco de laranja poderia me proporcionar.Que a mudança poderia me proporcionar. Eu escolhi o suco, talvez provocasse alguma rejeição ao meu corpo, mas talvez eu pudesse ficar mais produtiva intelectualmente, mas também poderia baixar meu nível cognitivo, poderia fazer minha pele melhorar ou eu teria alergia, mas á vezes, mais importante que analisar, arriscar, pulsar por algo, intuir por algo é o melhor a se fazer. .''Moral da História'' : Entre o café e o suco de laranja, sinta-se á vontade e arrisque. Temer ás vezes, porque temer é sinal de consciencia e de que você quer o melhor e se você busca o melhor, você vai conseguir o melhor.O que há comigo não é a indecisão. Ah, quem dera fosse.É que provas,que de certo modo também são decisivas, sempre me deixam muito nervosa e receosa e, no momento, o meu maior desejo é passar em uma. A mais importante de todas, eu acho.
Ensino Médio;
Outro Estado;
Responsabilidade;
Independência.
Eu sempre busquei por algo e agora, descobri que são todos os pontos acima. É a maior chance da minha vida eu eu estou me esforçando muito para obter isso. Talvez eu consiga, mas talvez não, e é preciso estar preparada. Vou considerar como se não fosse a hora certa que talvez seja melhor depois.
Mas por enquanto, mais relevante é o que me favorece e esqueço o que me distancia da minha meta.
Me levantei da cama com pouco entusiasmo,como de praxe.
Saímos para tomar café fora, raro.
á todo momento eu pensava nas escolhas que tenho de tomar. Qualquer gesto e eu começava a me lembrar de todos os clichês que as pessoas dizem em relação a fé, mudanças, e tudo que levam em consideração quando se quer atingir algo e que eu nunca havia levado em consideração porque eu nunca tive de lidar com escolhas tão decisivas como a qual eu lido agora. Quando a garçonete me perguntou o que eu queria para tomar, eu fiquei alguns segundos pensando nas qualidades do café de sempre e nos benefícios que o suco de laranja poderia me proporcionar.Que a mudança poderia me proporcionar. Eu escolhi o suco, talvez provocasse alguma rejeição ao meu corpo, mas talvez eu pudesse ficar mais produtiva intelectualmente, mas também poderia baixar meu nível cognitivo, poderia fazer minha pele melhorar ou eu teria alergia, mas á vezes, mais importante que analisar, arriscar, pulsar por algo, intuir por algo é o melhor a se fazer. .''Moral da História'' : Entre o café e o suco de laranja, sinta-se á vontade e arrisque. Temer ás vezes, porque temer é sinal de consciencia e de que você quer o melhor e se você busca o melhor, você vai conseguir o melhor.O que há comigo não é a indecisão. Ah, quem dera fosse.É que provas,que de certo modo também são decisivas, sempre me deixam muito nervosa e receosa e, no momento, o meu maior desejo é passar em uma. A mais importante de todas, eu acho.
Ensino Médio;
Outro Estado;
Responsabilidade;
Independência.
Eu sempre busquei por algo e agora, descobri que são todos os pontos acima. É a maior chance da minha vida eu eu estou me esforçando muito para obter isso. Talvez eu consiga, mas talvez não, e é preciso estar preparada. Vou considerar como se não fosse a hora certa que talvez seja melhor depois.
Mas por enquanto, mais relevante é o que me favorece e esqueço o que me distancia da minha meta.
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