Eu não sei o que é amor e,subestimando o sentimento alheio,acho que ninguém da nossa idade sabe o que é.Sem generalizar,é claro porque o amor é democrático.
Ainda sem ter me apaixonado ou sequer me atraído (eu mentí pra professora quanto eu ter me atraído.Ela não precisava saber) eu tenho a forte impressão de que o amor é algo forte,extremamente intenso e esse é o grande problema.
Uma vez,li num texto que nós nos apaixonamos em média 2 vezes em toda a vida.Concordo
veemente com essa afrimativa e detesto ver pessoas se apaixonando 10 vezes por dia.Complementando essa idéia,acredito que esses amores só no acometerão já na idade adulta.Na nossa idade somos ainda muito prematuros a respeito do amor.O amor de verdade.O amor real.Prova disso são esses textos e versinho juvenis ( que eu,particularmente,odeio) e todo esse papo romântico adolescente que me aborrece profundamente,principalmente pelos clichês pobres e sem realidade.
Acredito que eu poderia passar pela vida sem ter um amor,principalmente por eu não saber o que é.
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Our playlist.
A observação discretíssima do amigo de Fred causou um bafafá considerável na classe.As meninas ao meu lado escutaram.ótimo.Começavam alí as piadinhas que eu mais amava no mundo.As que se resumiam a: ''HUUUUUUUMMMM,FULANINHO E FULANINHA ESTÃO NAMORAANDO'',seguida de minhas tentativas desesperadas de explicar que nada daquilo era verdade,destacando que eu era o alvo preferido dessas piadinhas,pois eu era a que mais me empenhava nas boas desculpas.E também porque todos adoravam minhas caras e bocas de desespero.Eu sempre acreditava nas acusações.Pobre criatura sem noção de realidade.Nada daquilo serviu de empecílio na minha relação com Fred,claro que nossos ânimos se acalmavam mais quando nos víamos.Dividir o mesmo phone foi algo que passou a acontecer com menos frequência - o que não me agradou muito pois ele tinha os melhores playlists. muito raro encontrar a gama de músicas que ele tinha a me oferecer.A maioria dos garotos que eu conhecia só ouvia rock pesado.Heavy Metal.Eu odiava profundamente.
palavras.minhas palavras.
Há palavras que me encantam.Pela semântica,pela morfologia,pela fonética.Mas,principalmente pelo jeito que completa e faz completar.Colecionarei palavras.Eu as farei serem cativas,apreciadas.
sadness on the dance floor.
''Eu dancei a noite toda com lágrimas em meu coração ;Suas mãos estavam nos quadris dela;seus olhos nos meus.Eu podia sentir sua respiração como da primeira vez,quando você me fez sentir borboletas no estômago.Desta vez,as borboletas se foram.Eu estava muito triste para atraí-las novamente.Acho que elas não voltarão novamente,querido.
Saí da pista dança.''
Saí da pista dança.''
domingo, 27 de junho de 2010
shut up,girls.
''Seu nome.Ouço seu nome no corredor ao lado.As garotas a ajudam a escolher um presente pra você.falando o seu nome.Em minha mente peço para que parem,chego a suplicar.Evidentemente o barulho da embalagem envolvendo o presente não as permitiu ouvir minhas súplicas.
Porém,depois,silêncio.
Agradeço por terem ido embora.Agora já posso começar a incessante aventura de me esquecer de seu nome.Esquecer de tudo.desde que te ví,pela primeira vez.
Tenho esperanças de conseguir concluir tal proeza.''
Porém,depois,silêncio.
Agradeço por terem ido embora.Agora já posso começar a incessante aventura de me esquecer de seu nome.Esquecer de tudo.desde que te ví,pela primeira vez.
Tenho esperanças de conseguir concluir tal proeza.''
sábado, 26 de junho de 2010
A fight. A fight everytime,but was all right.
Desde o dia da minha redenção,eu e Fred passamos a nos falar com mais frequência.Bem,falar não é o termo correto pra se referir a nossa relação.Nós SÓ brigávamos.e se resumia a isso.Se você quisesse nos dar uma sugestão do tipo 'sentar e conversar civilizadamente' nós olharíamos pra sua cara e cairíamos na gargalhada.
Mesmo com a explicação que ele me deu sobre o tal favor,eu insistia em saber o que ele queria me pedir.Toda vez que eu o perguntava sobre isso ele respondia dizendo o meu nome,e eu devovia fazendo o mesmo.Talvez tivesse haver com alguma das garotas da outra sala,especificamente com Chloe.Ouví boatos de que os dois tinham um rolo.um rolo que não tinha nem começado.Ele nunca me disse nada a respeito,e nem deveria.Só nos conhecíamos há 3 semanas e,eu não sentia a mínima vontade de saber qualquer coisa sobre Chloe.Você entederá mais tarde,não se preocupe.só quero esclarecer que eu não sentia ciúme dela com Fred.De modo algum.
Mesmo com a explicação que ele me deu sobre o tal favor,eu insistia em saber o que ele queria me pedir.Toda vez que eu o perguntava sobre isso ele respondia dizendo o meu nome,e eu devovia fazendo o mesmo.Talvez tivesse haver com alguma das garotas da outra sala,especificamente com Chloe.Ouví boatos de que os dois tinham um rolo.um rolo que não tinha nem começado.Ele nunca me disse nada a respeito,e nem deveria.Só nos conhecíamos há 3 semanas e,eu não sentia a mínima vontade de saber qualquer coisa sobre Chloe.Você entederá mais tarde,não se preocupe.só quero esclarecer que eu não sentia ciúme dela com Fred.De modo algum.
between fury,a smile.
Já que ele não viera falar comigo durante dois dias,eu tive que fazê-lo.Sempre tinha de ficar com a pior parte.Foi um sacríficio,é claro.Eu não o conhecia e não sabia de que modo abordá-lo.Preferi não falar seu nome,poderia parecer querer ser muito íntima.
- hã,dá pra você me dizer que favor era aquele ? - Eu queria aparentar calma,e se seu conseguisse,talvez até agisse com desdém.
- Que favor ? -Disse ele,me olhando como se eu estivesse louca.Eu repudiava esse tipo de coisa,porém,continuei.Eu tinha que terminar o que havia começado.
- Ah,esquece -Desistí.Ele era palio para mim.
- Hum,o que eu te disse anteontem ? - Retornou,ele.
- É -Disse eu,transparecendo impaciência.
- Ah,não era nada.Eu estava brincando com você. -Disse ele com toda a naturalidade do mundo.
Talvez eu tenha ficado uns 5 segundos parada,olhando para ele.Perplexa.Que ousadia a dele!Sequer me conhecia.
Eu saí sem dizer nada.Pisando forte.Desta vez,transparecendo ira.
Ele me puxou pelo braço,e perguntou qual era o problema,acompanhado de risinhos o que me deixou mais irada ainda.Novamente eu o olhei como se não houvesse entendido a piada.Ele continuou rindo,e eu,não sei como,rí também.Ele conseguiu o que queria.
Idiota.
- hã,dá pra você me dizer que favor era aquele ? - Eu queria aparentar calma,e se seu conseguisse,talvez até agisse com desdém.
- Que favor ? -Disse ele,me olhando como se eu estivesse louca.Eu repudiava esse tipo de coisa,porém,continuei.Eu tinha que terminar o que havia começado.
- Ah,esquece -Desistí.Ele era palio para mim.
- Hum,o que eu te disse anteontem ? - Retornou,ele.
- É -Disse eu,transparecendo impaciência.
- Ah,não era nada.Eu estava brincando com você. -Disse ele com toda a naturalidade do mundo.
Talvez eu tenha ficado uns 5 segundos parada,olhando para ele.Perplexa.Que ousadia a dele!Sequer me conhecia.
Eu saí sem dizer nada.Pisando forte.Desta vez,transparecendo ira.
Ele me puxou pelo braço,e perguntou qual era o problema,acompanhado de risinhos o que me deixou mais irada ainda.Novamente eu o olhei como se não houvesse entendido a piada.Ele continuou rindo,e eu,não sei como,rí também.Ele conseguiu o que queria.
Idiota.
''o pouco cabelo que lhe caía na testa era,pra mim,seu atrativo.suas mechas,separadas como se tivessem sido medidas calculadamente.Finíssimas nas pontas e crescia sutilmente na raíz.imperceptível.Seus olhos castanhos-claros contrastavam com o negro de seus cabelos e sua pele branquíssima,muito macia,por sinal.Porém,seus lábios já nao sorríam como antes,como há muito tempo,quando eu a fazia sorrir.''
(autora conhecida)
''a verdade é que tudo que sai de nossas bocas sem antes passar pelo coração é hipócrita, e não tem valor nenhum. pode ser a frase mais bonita do universo, se não for sincera passa a machucar muito mais que uma ofensa(...)'' Bárbara Cabral.
i'd took a look at it.
Eu sou legal,eu poderia ser até muiro legal quando as lacunas que se preenchem com os requisitos :
1-Estou num dia bom;
2-Quando meu senso cenico está apurado.(eu preciso fingir ser legal pra ser inclusa.é um ato que não me agrada,mas é preciso.);
3-Quando eu quero e preciso.
No dia em questão,as lacunas estavam todas preenchidas corretamente.Nenhum dos itens era ausente,portanto,as garotas já começavam a falar comigo.Estávamos todas sentadas em volta de uma mesa na cantina,e eu,em particular,observava os garotos conversando.E,claro ,principalmente em Frederic. (Argh,que coisa mais pré-adolescente!)
Enfim,eu o observava pelo fato de minha curiosidade estar saindo pelos ouvidos.Eu não sabia se era verdade aquele papo de ''favor'',mas garotos sempre mentem.Não sei como,mas conseguí manter a minha integridade moral não indo perguntar o que ele queria de mim.Por enquanto.
Na volta do recreio,sentei-me na primeira filera,na primeira cadeira.Desde a primeira aula daquele dia,minha visão parecia não estar tão boa.eu não conseguia ver algumas palavras,outras vezes,um trecho inteiro do que estava escrito na lousa.Enquanto eu escrevia,pensava no quê Frederic queria falar comigo. Eu adorava assuntos pendentes,sempre ficava na expectativa-a menos que eu sentisse que não seria algo muito bom-e dessa vez não foi diferente,aumentado pelo fato de aquele goaroto me intrigava. muitíssimo,aliás.
1-Estou num dia bom;
2-Quando meu senso cenico está apurado.(eu preciso fingir ser legal pra ser inclusa.é um ato que não me agrada,mas é preciso.);
3-Quando eu quero e preciso.
No dia em questão,as lacunas estavam todas preenchidas corretamente.Nenhum dos itens era ausente,portanto,as garotas já começavam a falar comigo.Estávamos todas sentadas em volta de uma mesa na cantina,e eu,em particular,observava os garotos conversando.E,claro ,principalmente em Frederic. (Argh,que coisa mais pré-adolescente!)
Enfim,eu o observava pelo fato de minha curiosidade estar saindo pelos ouvidos.Eu não sabia se era verdade aquele papo de ''favor'',mas garotos sempre mentem.Não sei como,mas conseguí manter a minha integridade moral não indo perguntar o que ele queria de mim.Por enquanto.
Na volta do recreio,sentei-me na primeira filera,na primeira cadeira.Desde a primeira aula daquele dia,minha visão parecia não estar tão boa.eu não conseguia ver algumas palavras,outras vezes,um trecho inteiro do que estava escrito na lousa.Enquanto eu escrevia,pensava no quê Frederic queria falar comigo. Eu adorava assuntos pendentes,sempre ficava na expectativa-a menos que eu sentisse que não seria algo muito bom-e dessa vez não foi diferente,aumentado pelo fato de aquele goaroto me intrigava. muitíssimo,aliás.
it broke the monotony.
Sentei-me o mais próximo a parede o possível.Já havia socializado com algumas garotas,a maioria com as que tinha estudado no ano anterior,era o mais lógico porque tomar iniciativa de ir falar com as outras meninas poderia soar como se eu quisesse ser muito íntima.intrusa.
O indivíduo na carteira a minha frente é Frederic.Achei estranho porque todas as suas 'aparições' pareciam ser propositais.A aula decorreu normalmente,na mesma monotonia de sempre,e eu ansiava que o tempo passasse mais rápido.O contrário se fez presente.
O sinal bateu e no mesmo instante meu lápis caiu sob a cadeira. eu peguei.Enquanto eu o colocava na bolsa alguém disse:
-Você é a Cristin ?
-Sim - disse eu,perplexa. - Por quê ?
-Nada.Só quero te pedir um favor depois. - ele fazia algo que soava decepcionado,apertando os lábios.
De imediato saiu.Eu também.
O indivíduo na carteira a minha frente é Frederic.Achei estranho porque todas as suas 'aparições' pareciam ser propositais.A aula decorreu normalmente,na mesma monotonia de sempre,e eu ansiava que o tempo passasse mais rápido.O contrário se fez presente.
O sinal bateu e no mesmo instante meu lápis caiu sob a cadeira. eu peguei.Enquanto eu o colocava na bolsa alguém disse:
-Você é a Cristin ?
-Sim - disse eu,perplexa. - Por quê ?
-Nada.Só quero te pedir um favor depois. - ele fazia algo que soava decepcionado,apertando os lábios.
De imediato saiu.Eu também.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
olhos que me seguiam.
A professora fazia um debate sobre algo que não me vem a memória agora,a sala estava em círculo ,exatamente um retângulo. Eu estava rodeada de pessoas com quem nunca tive qualquer tipo de contato,a não ser pelas garotas com quem ,ano passsado,não tive qualquer tipo de contato(culpa da minha veneração a Haley).Todos já tinham adiquirido a dinâmica de se socializar com o colega do lado,até porque todos já se connheciam.Eu sequer me lembro ao lado de quem estava sentada,mas me lembro perfeitamente que estava de frente para um garoto chamado Frederic,que parecia muito com o ser da ''canetinha nervosa'',e em alguns momentos eu podia sentir seus olhos em mim,mas por algum motivo,quando eu o encarava ,ele fingia olhar para a professora.Era completamente desprovido da capacidade de me atrair.Era magro,estatura média,cabelo crespo e algo que salvava era um sinal que ele tinha em uma das maçãs do rosto.
Próxima aula. Matemática.ótimo.
Próxima aula. Matemática.ótimo.
início.
Uma sequencia de batidas incessantes - que pareciam vir de uma caneta - ao meu lado me dava um incomodo que se dispersava em vários aspectos.O incômodo do barulho em si,o falta de consciencia de quem o fazia,e a minha fobia de estragar atividades (fossem elas quais fossem). Num ato automático, como se eu estivesse falando com alguém fragilíssimo, pedi para que fizesse pausa. Como previ, de ambos, senti um tom de desculpas no ar,mesmo no silêncio,eu senti.
Como é de praxe,meus primeiros dias naquela classe não foram,nem de longe,os mais agradáveis.Incluindo o episódio da canetinha nervosa,é claro.Estar longe de Haley já estava sendo um tormento,começando pelo fato de que as atenlções já não se dirigiam a mim (posso dizer que ela desviou de mim como se estivesse prestes a atropelar um pobre animal)e também porque eu tinha certa veneração a Haley.
Como é de praxe,meus primeiros dias naquela classe não foram,nem de longe,os mais agradáveis.Incluindo o episódio da canetinha nervosa,é claro.Estar longe de Haley já estava sendo um tormento,começando pelo fato de que as atenlções já não se dirigiam a mim (posso dizer que ela desviou de mim como se estivesse prestes a atropelar um pobre animal)e também porque eu tinha certa veneração a Haley.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
gênios
sofrem.ainda não sabemos o que é felicidade,talvez nem acreditemos que ela exista.eu não acredito.pode parecer exagero,mas até agora não nos conhecemos.nem se quer de vista.mas,gênios são pretenciosos em crer que são gênios. pelo menos gênios como eu.
madrugada de cerejas.
''Á beira do rio em que ele aprendera a nadar,todas as cerejas eram apenas vestígios.vestígios que se norteavam delicadamente nos lábios da menina,as únicas cerejas,que por sinal,não haviam sido consumidas.''
terça-feira, 22 de junho de 2010
dias nublados.
Algo que eu amo e odeio são dias nublados. Eu amo a nostalgia que eles me trazem,mas odeio não saber a que se refere tal nostalgia. O vento frio é convidativo. me seduz sem esforços. Carinhosamente acaricia minha pele pedindo que eu o reverencie. É muito fácil.Dias assim me deixam tão piegas que eu chego a não suportar a mim mesma.
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