terça-feira, 31 de agosto de 2010

Antes de tudo é preciso que você saiba que eu não faço poesia. Esse (depois de alguns na infância) é o priemiro que faço e nem sei bem porque o fiz. Eu não gosto dele. Achei meio infantil e parecido com as poesias que os alunos da minha mãe fazem. (ela leciona para crianças.)Espero que isso não seja mútuo de sua parte.
Multidão
O céu era de um azul claro e fluorescente
Que oscilava entre a luz e a escuridão
A tempestade que há pouco chegara, já fazia sua lição
Só a menina de olhos claros e laço dourado
Podia ver o espetáculo, pés fincados no chão.
Todos ao seu redor
Mergulhados no mesmo espaço, só ela em outra dimensão.
O vento a tocava, levando seu aroma por entre a multidão
Ainda assim eles se mantinham estáticos
Nenhum movimento,
Nem a mais frágil reação.
A menina não se importava.
Só queria mais raios chuva e flores
Ou ir para um lugar onde não houvesse dores
Apenas luz, cheiros e cores.
Mas no fundo ela tinha medo
Medo de que o sonho fosse pesadelo e que no fim ela acordasse a multidão
E que parasse de tocar, o seu coração.

Um comentário:

  1. "Medo de que o sonho fosse pesadêlo e que no fim ela acordasse a multidão".

    Talvez a multidão precisasse, sim, acordar. Para sentir tudo o que a menina de olhos claros e laço dourado sentia.

    Todo o espetáculo acontecendo. E todos dormindo acordados. E uma garota sonhando o real.

    http://oourodamiseria.blogspot.com/2010/05/veronika.html

    Beijos.

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